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| (Foto: Arquivo) |
O juiz da comarca do município de Lagarto (SE), Marcel Maia Montalvão, responsável pela decisão que fez o WhatsApp ficar bloqueado por 25 horas, em abril, acusa o Facebook de zombar da justiça.
As investigações que motivaram o bloqueio do aplicativo segue em segredo de justiça. Marcel liberou a decisão como parte de um processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto, após ação do partido PPS. Na decisão, o juiz acusa o Facebook de zombar da Justiça brasileira ao não contribuir com as investigações, e de usar seus usuários como "massa de manobra", que o aplicativo quer "vender" a ideia de privacidade nas mensagens. O juiz elogiou ainda a BlackBerry, que colaborou com investigações da Lava Jato.
WhatsApp não procurou as autoridades para conversar e inquérito da PF está travado
O silêncio dos administradores do aplicativo WhatsApp acabou travando um inquérito da Polícia Federal em Sergipe.
De acordo com a Polícia Federal, os administradores do aplicativo negam fornecer informações solicitadas pelo judiciário por questões técnicas, mas a PF têm dados que identificam a viabilidade de se fornecer as informações solicitadas.
O objetivo é identificar os líderes do tráfico de uma suposta organização criminosa instalada no Sul do país, a partir do diálogo travado através do WhatsApp. As investigações estão sob segredo de justiça.
De acordo com o desembargador de Sergipe, Cezário Siqueira Neto, o WhatsApp preferiu o caos a divulgar os dados. O magistrado criticou o fato do WhatsApp não ter procurado as autoridades brasileiras para conversar sobre o acesso aos dados, mas deixou o “caos” acontecer para pressionar a Justiça.
"Nunca se sensibilizou em enviar especialistas para discutir com o magistrado e com as autoridades policiais interessadas sobre a viabilidade ou não da execução da medida. Preferiu a inércia, quiçá para causar o caos, e, com isso, pressionar o Judiciário a concordar com a sua vontade em não se submeter à legislação brasileira”.
Sobre o juiz
Querido pelos moradores, Marcel chegou ao município em 2015 e travou uma guerra contra o tráfico de drogas na região. O juiz, que é conhecido na cidade como 'Sergio Moro de Lagarto', está sempre usando colete à prova de balas e acompanhado de escolta policial, além de andar armado por conta das ameaças que já sofreu.
Antes de atuar em Lagarto, o juiz trabalhou em Estância (SE) atendendo de furtos a homicídios. Em 2015, Montalvão decretou a prisão do ex-deputado estadual Raimundo Lima Vieira (PSL), envolvido em um escândalo de corrupção. O magistrado não atua apenas no escritório. Ele participa das operações policiais. "Vagabundo pensa duas vezes antes de cometer algum delito, porque sabe que vai ser punido com o rigor da lei", disse um funcionário da delegacia regional.
O juiz deu entrevista para o Portal Lagartense e falou sobre a sua missão na cidade: "Aqui estou à mercê de Deus e um dos predicados que todo magistrado deve ter é justamente o da coragem. Vim aqui para servir em nome de Deus e cumprir uma missão. E aqui cumprirei minha missão doa a quem doer".
Na mesma entrevista, Montalvão defendeu condições dignas para os presos e se disse favorável à redução da maioridade penal. Antes de se formar em direito, Marcel foi professor de Matemática por 20 anos. Em 2011, se formou em direito. Seu pai era engraxate.
Sobre o juiz
Querido pelos moradores, Marcel chegou ao município em 2015 e travou uma guerra contra o tráfico de drogas na região. O juiz, que é conhecido na cidade como 'Sergio Moro de Lagarto', está sempre usando colete à prova de balas e acompanhado de escolta policial, além de andar armado por conta das ameaças que já sofreu.
Antes de atuar em Lagarto, o juiz trabalhou em Estância (SE) atendendo de furtos a homicídios. Em 2015, Montalvão decretou a prisão do ex-deputado estadual Raimundo Lima Vieira (PSL), envolvido em um escândalo de corrupção. O magistrado não atua apenas no escritório. Ele participa das operações policiais. "Vagabundo pensa duas vezes antes de cometer algum delito, porque sabe que vai ser punido com o rigor da lei", disse um funcionário da delegacia regional.
O juiz deu entrevista para o Portal Lagartense e falou sobre a sua missão na cidade: "Aqui estou à mercê de Deus e um dos predicados que todo magistrado deve ter é justamente o da coragem. Vim aqui para servir em nome de Deus e cumprir uma missão. E aqui cumprirei minha missão doa a quem doer".
Na mesma entrevista, Montalvão defendeu condições dignas para os presos e se disse favorável à redução da maioridade penal. Antes de se formar em direito, Marcel foi professor de Matemática por 20 anos. Em 2011, se formou em direito. Seu pai era engraxate.

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